Os magníficos vão voltar, apesar de ser sem Cleese. Os actores britânicos vão participar num concerto comemorativo dos 40 anos do Monty Phyton Flying Circus em Outubro, anuncia aqui a BBC. Data que até se encontra com a do 20º aniversário da morte do 6º elemento: Graham Chapman.
A série de humor foi para o ar pela primeira vez dia 5 de Outubro de 1969. Deixou de ser transmitido em 1974. Eric Idle, Michael Palin, Terry Jones e Terry Gilliam vão aparecer na estreia do musical Not the Messiah (He´s a very Naughty Boy), espectáculo baseado no filme A Vida de Brian.
Está também a ser preparado um documentário para ser emitido na data e que será posteriormente lançado em DVD. And long live the Phyton!
O tema não é genial, até porque parece que os meninos Franz Ferdinand estão mesmo decididos a tender mais para o pop e deixar o rock em casa, mas o vídeo está bem esgalhado. Será que andaram a espreitar os truques do Bruno Nogueira n’Os Contemporâneos?
Não gosto do humor do Sascha Baron Cohen, mas tenho de admitir-lhe o mérito da extraordinária capacidade metamórfica enquanto artista. Isso e algum sentido satírico perspicaz, infelizmente estragado com a mediocridade com que a maior parte das vezes o faz passar.
Depois de ser o “pimp” suburbano Ali G e o repórter do cazaquistão Borat, o actor britânico prepara-se para estrear o novo alter-ego Bruno, o modelo/repórter de moda homosexual (bicha?). O que muita gente pode não saber é que as passerelles e revistas de moda foram mesmo a primeira paragem profissional do actor depois de deixar a universidade. O filme tem o nome da personagem e deve estrear na próxima semana nas salas nacionais. A ver…vamos?
Assim se pode celebrar um 4 de Julho: num serão regado a bom vinho, pão, queijo e azeitonas a ver o Woodstock algures numa casa de pedra numa aldeia da Beira Alta. Sendo que eu era a única sub-30 da sala.
Caramba, como disse ontem, enquanto assistia a um dos meus momentos favoritos que é a desbunda do baterista Michael Shrieve na Soul Sacrifice do Santana – o único momento no tempo em que eu de facto gostava de ter sido (maior de idade e) norte-americana era aquele: Agosto de 1969. Já lá vão 40 anos.
«- Hable con ella, a las mujeres les gusta eso.
– Pero, si está inconsciente.
- Igual hable. La naturaleza femenina es un misterio»
Começou por ser por Pina Bausch. Mas acabei por rever na íntegra a obra-prima de Pedro Almodóvar.
Música, filmagem, história, sugestões…Hable con ella é um quadro pendurado na história do cinema com moldura vermelha e perfume de mulher.
Os autores iranianos Payman e Sina deram continuidade à Persépolis de Marjane Satrapi e mostram a realidade iraniana no presente em formato banda desenhada. As tiras já concluídas podem ser vistas aqui e descarregadas gratuitamente em versão PDF. Os autores pedem ajuda à comunidade virtual para divulgar do trabalho e aqui fica o meu contributo.
Levar a transparência muito a peito é o que eu chamo à forma como a Air New Zealand resolveu combater a crise, e até a insegurança durante o voo. A empresa lançou nada mais nada menos do que vídeos nos quais os actores são os próprios funcionários a executar as funções completamente nus, com pinturas corporais em vez dos uniformes.
Claro que a ousadia já está a bater recordes de visionamentos no youtube. E o mais curioso é que a empresa inclui a campanha no corte das despesas já que a gravação durou apenas um dia e os funcionários não receberam qualquer pagamento adicional. Pudera, vê-se pelo making-off que não parecem foi um dia de trabalho nada chato.
Depois de passar os olhos pela blogosfera e ver trezentas mil referências a esse novo brinquedo/fenómeno chamado Kindle, não posso deixar de confessar a minha estranheza, até preocupação. Os motivos são óbvios. Mas aproveito para partilhar o choque dela em relação a isto:
« Já tenho o meu leitor de ebooks, um BeBook, há quase um ano. Ao fim do segundo dia já não passava sem ele. É leve mas leva 4 GB de livros, revistas e textos – o suficiente para 40 mil horas de leitura furiosa. Só é preciso recarregar a pilha de cinco em cinco dias. Nunca aquece nem pisca.
Como o ecrã é preto sobre cinzento lê-se facilmente à luz do sol mais brilhante. E pode-se ler quanto se quiser sem cansar os olhos. Tudo coisas que os portáteis e os telemóveis não conseguem fazer. O BeBook não serve para nada senão para ler.
É como ler fotocópias a preto e branco em meia página A4. Borra as fotografias, mas o tipo de letra pode-se substituir e aumentar. Não é bonito nem fofo nem cheira a tinta. Mas lê-se muito bem. Só é preciso gostar de ler. Quando se fica minimamente absorto esquece-se o que se tem na mão. E é essa a ideia de ler, ou não? »
A Phillips quis mostrar ao mundo as potencialidades do LCD Cinema 21:9. Para isso antecipou-se o próprio cinema e espicaçou o mundo com este Phillips Carousel, realizado por Adam Berg e a Stink Digital. O teaser não podia ser mais eficiente. O spot vale mais do que centenas de blockbusters que andam por aí juntos:
Tive o privilégio de ainda a ter visto ao vivo, apesar de não er sido a dançar. Foi o espectáculo “Nefés”, no Centro Cultural de Belém, no ano passado. Nunca vou esquecer a expressão emocionada da minha mãe quando a senhora vem ao palco no final, aquela figura esguia dona do poderoso nome que me habituei a escutar toda a vida como se da Arte em pessoa se tratasse. Uma gigante perda a de Pina Bausch, bailarina e coreógrafa. Tinha 68 anos. Em baixo fica um dos poucos registos vídeo dela e o fabuloso “Café Muller”:
'Uma pequenina luz bruxuleante, brilhando incerta mas brilhando,
aqui no meio de nós; Entre o bafo quente da multidão, a ventania dos cerros e a brisa dos mares; E o sopro azedo dos que a não vêem, só a adivinham e raivosamente assopram.' Jorge de Sena