Um Sábado no aquário

Fundo do Mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner. Omnipresente. De mar em mar. Sábado fui ao Peixanário. A minha memória guardava bons mas fracos resquícios de uma visita já remota àquele lugar com cheiro a mar à beira rio plantado. Foi a melhor ideia dos últimos tempos. Eu e ele mergulhamos de mãos dadas no castelo azul a oriente, com vista para o fundo do mar. De parapeito em parapeito, afagamos os sentidos e espreitamos cada janela onde os pássaros no cimo têm escamas e asas ondulantes, as estrelas são coloridas mas não brilham, e até há um(a) (peixe)lua, só que não é de todo tão bonita(o). De peixinho a peixoto, e cruzando com um ou outro Nemo, ele há coisas incontornáveis de lembrar…
Becas e Egas à pesca, Rua Sésamo
«Aaaaaaa….peixe, peixe, peixe, peixe, peixe, peixe!…»



ui! é dos meus olhos de agora, ou isto é uma metáfora? se calhar, é dos olhos de agora, vêem o que querem. há anos não vi assim. hum…
abre o olho, oh hugo
havia, sim, pássaros com escamas no aquário grande grande. e até balões e papagaios de papel, daqueles que os putos seguram nas tardes de fim-de-semana. de certeza que foste ao peixanário, pá?
ora pois. e nunca é tarde para uma segunda (terceira, quarta…) visita