WALL.E phone home
Qualquer semelhança não é mera coincidência. O novo menino dos olhos da Pixar é mesmo ’a cara chapada’ do E.T. de Spielberg. Inspirado no vagabundo de Charlie Chaplin e com o seu quê de R2D2 da Guerra das Estrelas, ao que consta o realizador e argumentista terá mesmo contratado o sound designer que criou a “linguagem” de R2D2 para dar personalidade e verosimilhança sonora ao WALL.E. E a coisa é feita a preceito. Sem exageros, sem humanizações, sem brinquedos falantes. O filme é coisa séria.
A história é soberba, apesar de assustadoramente realista. E triste. Um robô solitário numa Terra devastada do futuro que colecciona recordações ’humanas’ e um dia vai parar à nave que alberga os únicos sobreviventes da espécie que há 7 mil anos deixou a terra. Uma visão altamente satírica de um monte de humanos gordos e inúteis, perfeitamente alienados (e o termo não poderia fazer aqui mais sentido) de e da Humanidade e que é confrontado com a hipótese de recolonização da Terra depois de ter sido encontrado nela uma planta, prova da regeneração do planeta. Com muito humor e montanhas de referências históricas e a grandes clássicos do cinema e da literatura (o maior a 2001 Odisseia no Espaço de Kubrick) nem falta o romance, protagonizado por…dois robôs – WALL.E e Eva. Embora não seja claramente dirigido aos mais novos, é uma verdadeira lição que os pais mais pacientes não devem deixar de dar. Mais não seja com uns abanões tipo…
“- Vês Joãozinho, é assim que tu e os teus amigos vão ficar se não levantarem o rabinho do sofá, pararem de comer essas porcarias e não desviarem os olhos do computador e do telemóvel por mais de 5 minutos por dia.”
Afinal já somos dos mais baixos e gordos da Europa. Sempre nos melhores rankings. E fora toda a parte ecológica, que às vezes parece que nem mil Gervásios conseguem fazer passar a mensagem…





Para q vc colocou ats manhas se ñ tem manhas cara pensa antes