Literatura no feminino e uma história com bigodes de leão na OML deste mês

•Dezembro 6, 2009 • Deixe um Comentário

Por aqui sopram ventos de mudança…

•Novembro 22, 2009 • 2 Comentários

 

He Met the Walrus

•Novembro 22, 2009 • Deixe um Comentário

John Levitan tinha 14 anos quando pegou num gravador, subiu ao quarto de hotel de John Lennon e desafiou o músico para uma conversa. Em 2007, Josh Raskin juntou ao registo inédito uma animação e o resultado foi este:

Os próximos dias vão ser assim

•Novembro 18, 2009 • Deixe um Comentário

Barcelona – Giulia & Los Tellarini

Hasta luego.

Cinema is like a box of chocolates

•Novembro 18, 2009 • Deixe um Comentário

Quem caiu no caldeirão quando era pequenino?

•Novembro 17, 2009 • Deixe um Comentário

Não será novidade para muitos, mas parece que o realizador do filmaço “Moon” tem mais em comum com o autor de “Life on Mars” do que o gosto pelo Espaço. Duncan Jones é nada menos do que filho da ex-personagem alienígena Ziggy Stardust, mister David Bowie.

Duncan já se fez chamar de Zowie (nome do meio) e Joey. Mas isso era na época em que ponderava uma carreira como lutador de luta livre, antes de se formar em Filosofia – e desenvolver a tese “Como Matar o Seu Amigo Computador: Uma Investigação sobre a Problemática Mente/Corpo e Como se Relaciona com a Hipotética Criação de uma Máquina de Pensamento” (tradução improvisada por mim directamente da Wikipédia)

Não contente, resolveu experimentar o cinema. Formou-se na London Film School, gravou concertos do pai e alguns anúncios, para recentemente saltar do festival Sundance para a ribalta com o excelente “Moon”, que estreou esta semana nas salas (e de que já falei aqui). E vai continuar na maré da ficção científica. Está a preparar uma longa-metragem inspirada no “Blade Runner” (1982). Pergunto eu: e meter o pai como protagonista, não? Já que não usou a banda sonora…

Just can’t get enough

•Novembro 16, 2009 • Deixe um Comentário

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Ao segundo dia de ressaca, e ainda com dores nas pernas, afirmo com clareza que Depeche Mode no Pavilhão Atlântico foi direitinho para o meu top 10 de concertos favoritos. E é preciso ver que já assisti a (mesmo) muitos.

Começaram um bocado a patinar, com  temas do álbum mais recente e o single “Wrong” gasto logo à cabeça fez estranhar. Mas a partir dos primeiros revivalismos foi sempre em crescendo. E que forma invejável apresentaram os senhores, sobretudo David Grahan, qual borboleta em palco, dentro da sua calça justa e colete pretos. Sensual, cativante, surpreendeu com um desfile até ao centro do Pavilhão na esperadíssima “Enjoy the Silence”.

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E a gente dançava, dançava, ao ritmo sensual da pop electrónica dos senhores que inundavam as pistas de todas as discotecas na década de 80. Até hoje. “Worl in My Eyes”, “Precious” (gravado aqui com particular definição pela minha amiga Laura), “I Feel You”, “It’s no Good”. E a plateia quando não dançava suspirava, como na deliciosa “Home”, cantada por Martin Gore (muito bem registada aqui).

E enfim, como tudo o que é bom acaba e deve acabar em grande, os senhores despediram-se na apoteose com o espectacular “Personal Jesus”. “Reach out and touch faith!”. Amen.

Fotos de Laura Macedo

«chaos reigns»

•Novembro 14, 2009 • Deixe um Comentário

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De tudo o que tinha imaginado, é mais. Agarrou-se-me à pele como uma lapa, adormeceu comigo e acordou comigo. “Antichrist” de Lars Von Trier é gigante. Uma proporção dividida em sensações absolutamente antagónicas, mas tão reais que conseguem deixar ao mesmo tempo a mente frenética e o corpo entorpecido.

O novo filme de Lars von Trier, exibido ontem em estreia no Estoril Film Festival, é uma obra de arte para ser apreciada detalhadamente como uma pintura de Bosch. É poesia e é psicologia embrulhadas numa filmagem excepcional que nos leva ao mais profundo de nós para depois nos apunhalar pelas costas. E ninguém podia segurar tão bem o punhal (a tesoura..) como os seus dois únicos protagonistas: Charlotte Gainsbourg e Willem Dafoe. Sobretudo Gainsbourg. Qual Kidman em “Dogville”, ou Björk em “Dancer in the Dark” ou Emily Anita Watson em “Ondas de Paixão”. Esta actriz é fogo que arde e vê-se.

Morte, desejo, medo, violência, sexo. Amor e uma cabana. Todos estes são ingredientes de “Antichrist”, que de resto não é um filme para todos. Por exemplo, para um público púdico ou estúpido. Como o que ontem saiu da sala a meio, ou o que riu várias vezes durante a exibição inteira perturbando aqueles que de facto estavam a tentar ver um filme e não o “Scary Movie”. Enfim, nada a que não se esteja já habituado, mas nunca é demais aconselhar aos que foram ver às salas, quando (e se) o filme for exibido nos cinemas nacionais: vão à sessão da meia-noite.

Apesar de arriscarem passar o resto da noite em claro.

«I hope the Earth is everything you remember it to be»

•Novembro 13, 2009 • 1 Comentário

moon

Foi, para mim, a maior revelação desta 3ª edição do Estoril Fim Festival. Duncan Jones assina a realização e Nathan Parker o argumento de “Moon”, premiado, entre outros, no Festival Sundance. O filme conta com a excelente interpretação de Sam Rockwell, actor que já deu provas de grande talento em filmes como o belíssimo “À Espera de um Milagre” (1999) e que aqui, à maneira de um Tom Hanks em “O Náufrago” (2000) faz praticamente todo o filme sozinho e ainda se multiplica em diferentes (?) personagens.

O filme não é só privilégio de quem foi ao festiva, porque estreou esta semana nos cinemas nacionais. De resto, vale a pena ler o comentário de João Lopes no Sound & Vision sobre o filme (entre outras coisas) que eu sublinho e assino por baixo. Trailler aqui.


Entrevista ao homem que passeia todos os dias entre os seus 50 mil livros e conhece-os todos de cor

•Novembro 13, 2009 • 1 Comentário

eco

Umberto Eco: Education should return to the way it was in the workshops of the Renaissance. There, the masters may not necessarily have been able to explain to their students why a painting was good in theoretical terms, but they did so in more practical ways. Look, this is what your finger can look like, and this is what it has to look like. Look, this is a good mixing of colors. The same approach should be used in school when dealing with the Internet. The teacher should say: “Choose any old subject, whether it be German history or the life of ants. Search 25 different Web pages and, by comparing them, try to figure out which one has good information.” If 10 pages describe the same thing, it can be a sign that the information printed there is correct. But it can also be a sign that some sites merely copied the others’ mistakes.

SPIEGEL: You yourself are more likely to work with books, and you have a library of 30,000 volumes. It probably doesn’t work without a list or catalogue.

Eco: I’m afraid that, by now, it might actually be 50,000 books. When my secretary wanted to catalogue them, I asked her not to. My interests change constantly, and so does my library. By the way, if you constantly change your interests, your library will constantly be saying something different about you. Besides, even without a catalogue, I’m forced to remember my books. I have a hallway for literature that’s 70 meters long. I walk through it several times a day, and I feel good when I do. Culture isn’t knowing when Napoleon died. Culture means knowing how I can find out in two minutes. Of course, nowadays I can find this kind of information on the Internet in no time. But, as I said, you never know with the Internet.

SPIEGEL: You include a nice list by the French philosopher Roland Barthes in your new book, “The Vertigo of Lists.” He lists the things he loves and the things he doesn’t love. He loves salad, cinnamon, cheese and spices. He doesn’t love bikers, women in long pants, geraniums, strawberries and the harpsichord. What about you?

Eco: I would be a fool to answer that; it would mean pinning myself down. I was fascinated with Stendhal at 13 and with Thomas Mann at 15 and, at 16, I loved Chopin. Then I spent my life getting to know the rest. Right now, Chopin is at the very top once again. If you interact with things in your life, everything is constantly changing. And if nothing changes, you’re an idiot.

A entrevista de Umberto Eco ao Spiegel pode ser lida na íntegra aqui.