Luzes de Natal

No ano passado foi Bananeiro – dos meus primeiros post’s na versão antiga do blogue -, este ano foi vez de fogueira natalícia.

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Na Guarda, como num sem número de freguesias por toda a Beira Interior, prepara-se a fogueira de Natal para arder na Noite Santa e, frequentemente, até ao Ano Novo. A tradição da gigantesca fogueira acesa no cento da cidade consiste, essencialmente, como ponto de encontro e convívio da população beirã. Alumiada ao início da noite, a fogueira resiste noite dentro e aquece os corpos mais resistentes (e sobretudo jovens) que à roda da fogueira, no aconchego do calor, bebem sucessivas rodadas de bom vinho e comem chouriças e carne assada no braseiro.

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E como tudo tem a sua associação bíblica nesta época (humm, excepto o bananeiro), a grande fogueira de Natal recorda a Luz natalícia que resplandeceu, em Belém, para brilhar nas trevas do mundo e alumiar os caminhos do homem. Como a festa do Nascimento de Jesus, a sua tradição vem de mais longe. Quando aparecem os solstícios tanto de Verão como de Inverno e com eles a noite maior ou a mais pequena, ilumina-se o negrume nocturno, a evocar a ânsia de todo o homem pela luz. Daí também as fogueiras de S. João e o madeiro do Natal.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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