(ir)relevâncias

«a velocidade de cobertura das notícias e a sua diversificação está cada vez mais dependente de horários de funcionalismo público e da escassez de jornalistas ou de métodos conservadores de manter a agenda nas redacções. A única coisa para que as televisões parecem mostrar plasticidade e velocidade são os acidentes e o futebol. Há um morto num acidente de viação num sítio qualquer do país e saem a toda a velocidade os carros de exteriores para os “directos”.

Na verdade, o país fecha com o telejornal da noite para tudo o que não sejam irrelevâncias e, a partir daí, pouco mais do que repetições são de esperar, mesmo em televisões e rádios noticiosas que é suposto funcionarem 24 horas por dia. Aqui está-se a andar e muito para trás. A ideia de que uma notícia deve ser dada o mais cedo possível, desaparece com a acumulação de material que fica à espera do dia seguinte, muitas vezes das 13 horas, para finalmente aparecer. Deixaram de ser as notícias a mandar, mas apenas os alinhamentos dos noticiários e as suas conveniências.»

José Pacheco Pereira, in Abrupto

Ele fala na política, eu acrescento a Cultura. O elo mais fraco dos noticiários, das grelhas, dos alinhamentos, and so on. E é para isto que temos os telejornais mais longos da Europa?

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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