Contemporâneos no shopping

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– A namorada de Nuno Markl, Ana Galvão, inspirou à criação do Chato

– Há entrevistas do vox pop que podem demorar 40 minutos cada

– A maior parte dessas entrevistas são feitas na zona dos estúdios , uma terrinha pequena nos arredores de Lisboa

Curiosidades como estas foram partilhadas na passada sexta-feira. Estaria a mentir se dissesse que estava por acaso a passar pela Fnac do Colombo e calhou de estar a acontecer a apresentação do DVD da primeira série d’ Os Contemporâneos. Num fórum a transbordar de fãs, de todas as idades e feitios, os rapazes (a Carla Vasconcelos não estava) estiveram para ali durante duas horas a tecer comentários sobre a experiência do programa, o trabalho em equipa, e algumas peripécias e curiosidades interessantes para quem não só aprecia como gosta de perceber como funciona a máquina da coisa (e por máquina entenda-se Produções Fictícias, as mesmas que pariram coisas tão boas como Herman Enciclopédia, Gato Fedorento, Contra-Informação, Conversa da Treta, O Inimigo Público, etc, etc, etc).

No caso particular d’Os Contemporâneos a cumplicidade entre os elementos da equipa é óbvia, bem como a forma como ali se conjugam na perfeição estilos tão distintos dos vários actores e humoristas (e ambos). Do esmagador talento do Lopes à genialidade convulsiva do Markl (agora “o Homem que sabia imitar uma orca”), da impertinência e brilhante timing de comédia do Bruno Nogueira ao gigante mas discreto talento do timidíssimo Dinarte Branco, e isto para falar só dos presentes. Não posso ainda deixar de referir outras duas presenças na conversa, um deles um talento em ascenção: Nuno Artur Silva, director das Produções Fictícias, e Luís Franco-Bastos, mais conhecido como “o imitador” – quem ainda não viu esta pérola? – e, só digo uma coisa, assistir à coisa ao vivo e de improviso é impróprio para cardíacos. E entre perguntas, respostas e as mais variadas curiosidades (como a respeito dos deliciosos skecthes do vox pop com pessoas comuns tão bem conseguidos pelo Nogueira) e ainda a  exibição integral, e em primeira mão, do episódio que iria para o ar mais tarde, às 21h, na RTP-1. 

A visita também serviu para espreitar a exposição de fotografias de Ricardo Quaresma que abordam vários momentos desde o nascimento da maior produtora do país: Produções Fictícias, 15 anos, 25 momentos – o fotógrafo não estava lá, mas foi atrás. Porreiro, pá.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

One comment

  1. Estou a ler uma espécie de biografia das Produções Fictícias – 13 anos de Insucessos, e estou a adorar! É mesmo engraçado perceber as engrenagens por detrás das gargalhadas – e as peripécias que todos eles atravessaram neste processo de crescimento. Concordo plenamente que as PF são um case study, como dizem no livro.

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