Os dias que correm

Ainda há músicas que nos dizem a alma. Que nos transformam os sentimentos em acordes. Os meus são dos Deolinda por estes dias. Nesse movimento perpétuo de vontades e rendições, de todos os dias. Nesse desfiladeiro de sonhos onde tanto num momento nos predispomos a escalar, como no outro nos deixamos escorregar devagarinho em direcção ao fosso para onde sabemos que, inevitavelmente, vamos cair. De uma forma ou de outra. E é aí, afinal, que se faz a diferença. E se impõe a insustentável leveza pessoana que nos faz perguntar: valeu a pena?

« Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

Agora não, que é hora do almoço…
Agora não, que é hora do jantar…
Agora não, que eu acho que não posso…
Amanhã vou trabalhar… »

Movimento Perpétuo Associativo – Deolinda

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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