Rest in Facebook

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Há coisas irónicas. No mesmo dia em que soube da morte prematura e chocante de um amigo, recebi um e-mail com fotografias do filhote recém-nascido de uma outra amiga. O ciclo natural das coisas. Menos natural terá sido o que aconteceu no Facebook, onde vi pela primeira vez o mural de alguém encher-se de mensagens, chegadas de vários pontos do globo, que todos os remetentes sabem que nunca serão lidas pelo destinatário. Servirão assim como despedida, homenagem, desabafo, consolo. Sobretudo para quem está longe e fisicamente inibido de prestar um último tributo.

Este artigo publicado anteontem na Time sobre o que acontece à conta da pessoa no Facebook depois de ela morrer veio assim certeiro. Pelos vistos, a página fica bloqueada e fora do circuito de buscas mas permanece activa como uma espécie de memorial. Pergunto-me: fará sentido prolongar a existência virtual da pessoa depois de morta? Digo eu, que nem acredito em cemitérios. Mas até já vi murais de pessoas que ainda não nasceram. De momento acho tudo muito bizarro. Mas confesso que, o que vi, achei bonito.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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