(not that) lost in translation


É a primeira coisa a provocar aquele sorrisinho curioso no português que chega a Macau. Placas escritas em chinês e na língua de Camões. Em inglês também. Ao virar de cada esquina uma miscelânea de alfabetos, pintados, esculpidos ou quase insuportavelmente iluminados, lembra-nos a presença do cruzamento entre três culturas  numa mesma região. Uma Região Especial. E a aventura asiática começa ali, mesmo à saída do ferry, que nos transportou directamente do aeroporto de Hong Kong até Macau.

Depois do descanso de descobrir que a mala nos acompanhou todo o percurso desde Portugal, é no táxi que os lábios começam a rasgar até às orelhas e os olhos a brilhar de estupefacção. Não apenas pela curiosa versão chinesa do tema “Where is the Love” dos Black Eyed Peas que inquieta na rádio, como pelo facto do condutor estar posicionado à direita do veículo. Subitamente foi como se estivesse em Londres. Mas com muito mais neons coloridos, edifícios gigantes a espreitar à janela e olhos rasgados. Olhos rasgados por toda a parte.

E ali, de repente, percebi que estava 10 mil quilómetros de casa. A Oriente.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

3 comments

  1. tila

    ola iminente no oriente!boa sorte!bju2s

  2. filipa queiroz

    muito obrigado! 🙂

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