Entre muros

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Tipicamente chinês, foi mandado construir no século XIX por um rico mercador chinês, no coração de Macau.

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Herdou o nome do filho do seu fundador, a quem foi deixado, só que o infortúnio bateu à porta da família e ‘Lou Lim Ieoc’, o jardim, acabou por ficar ao abandono.

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Adquirido mais tarde pelo Governo, foi  restaurado e aberto ao público em 1974.

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Totalmente murado, ‘Lou Lim Ieoc’ é toda uma paisagem em miniatura. À entrada uma colecção de bonsais e mandarinas dão as boas-vindas ao visitante. Os frutos, símbolo de boa sorte, estão por todo o lado. E um trilho de pedra conduz-nos, por entre bosques de bambu e arbustos, até ao lago.

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Por toda a parte banquinhos e pequenos coretos com telhados em bico. Uma ponte com forma de serpente ziguezagueia ao longo do lago repleto de trutas e flores de lótus. Rezam as crenças tradicionais que os maus espíritos só  se deslocam em linha recta.

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Num pavilhão da Dinastia Ching, velhotes concentrados sobre o tabuleiro de jogo nem reparam nas crianças que correm divertidas por entre as colunas vermelhas do pátio.

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Ao longe, senhoras em fato de treino praticam o seu tai chi. Movem os braços como se afagassem o tempo. Silenciosas.

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E por um instante parece impossível que a cidade, a poluição e o caos estejam logo ali. Do outro lado do muro.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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