Doçi Papiaçam di Macau

Também chamado de crioulo macaense, macaísta chapado ou simplesmente patuá. É uma língua de base portuguesa originada em Macau, por volta do século XVI. Segundo o Wikipédia,  hoje em dia já poucos milhares dominam a língua, ela que em tempos terá sido muito importante para a comunicação entre macaenses, chineses e portugueses. Como? Misturando influências de ambas. Mais uma pitadinha de malaio ali, outra de cingalês ali, inglês, tailandês, espanhol e algumas borrifadelas de línguas indianas. O resultado fala por si:

Masqui ramendá unga tosco bote,
Largado na mar co ónda picánte,
Quim pôde isquecê acunga dote
Qui já dá vôs grandura di gigánte!
Pa quim buscá luz, vôs sandê candia;
Quim passá fome, vêm aqui têm pám;
Pa quim ta fuzi, susto ventania,
Vôs dá teto co paz na coraçám.

O poema é de José dos Santos Ferreira, um dos poucos poetas locais a utilizar o patuá nas suas obras. A língua foi -se perdendo, sobretudo graças à crescente implementação do português e chinês, mas ainda pode ser ouvida em alguns locais. O pior é mesmo distingui-la, nesta terra poliglota.

Li alguns artigos sobre o assunto, e fiquei com o documentário “Pátua di Macau, únde ta vai?”, de James Jacinto Autoria de Silvie Lai, debaixo de olho. Fica aqui um cheirinho.

Patuá macaense

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Patuá macaense (Doçi Papiaçam di Macau)
Falado em: Macau e regiões/países com migrantes macaenses, como por exemplo Hong-Kong, Canadá, E.U.A. (Califórnia), Portugal, Austrália, Brasil e Peru.
Região: Sudeste Asiático (Macau)
Total de falantes: cerca de 4000, a grande maioria são bilingues
Família: Línguas Crioulas
Crioulo de base portuguesa
Crioulos Sino-portugueses
Patuá macaense’
Estatuto oficial
Língua oficial de: nenhum(a) região/país
Regulado por: sem regulação oficial
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: cpp
ISO 639-3: mzs

Patuá macaense, também designada de Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas Línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas indianas.

Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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