Não me obriguem a vir para a rua gritar!

Enquanto que em Portugal sopravam correntes de liberdade, em Macau a censura prolongava-se nos dias. “O Governo resistia às directrizes da Junta de Salvação Nacional, nomeadamente à de desmantelamento das comissões de censura”. Só a seis de Maio viria a ser diluída em Macau. Até ali, os jornais engoliam notícias de Portugal vindas de agências estrangeiras e a revolução demorava a chegar às páginas (as primeiras linhas só surgiram a 27), telegramas ou outras formas de comunicação nem sempre noticiavam o que queriam.

excerto do texto Revolucionários sem cravos por Raquel Carvalho, no Jornal Tribuna de Macau

Maria, que viveu sempre em Macau, lembra-se da mãe lhe contar que “no dia [25 de Abril] nem sabia nada do que estava a acontecer”. “Foi a minha avó que a acordou a dizer-lhe que estava a haver uma greve.”

excerto do texto O 25 de Abril é só um feriado por Hélder Beja, no jornal Ponto Final

Advertisements

About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

2 comments

  1. 25 de Abril sempre 😉 – e pela primeira vez, desci a av. da liberdade! 🙂

  2. filipa queiroz

    brava! 🙂

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: