Bang!

* Reuters

Tem sido um dia de tremenda tensão o de hoje para a população de Banguecoque e para todos aqueles que, como eu, acompanham a avalanche de actualizações noticiosas sobre a barbárie que assola a capital da Tailândia há dois meses e que se agudizou nas últimas horas.

Parece que o pesadelo pode estar para acabar (mas nunca fiando…), com a rendição dos “Camisas Vermelhas”, depois de uma operação brutal do exército. Mas não sem deixar nas ruas a marca do sangue derramado pelos corpos de dezenas de inocentes (além daquele jorrado pelos próprios manifestantes em sinal de protesto contra o Governo). Jornalistas inclusive morreram no pleno exercício das suas funções, atingidos pelas autoridades.

Independentemente das responsabilidades ou motivações de cada parte, é um momento para reflectir em muita coisa. No sabor amargo do conflito, da violência, do desespero, do ódio. Na humanidade. Sobretudo na falta dela. Pessoalmente, no facto de sentir tudo isto de uma forma diferente pelo simples factor da proximidade geográfica. É que agora a guerrilha, o terramoto e o tsunami moram “ao lado”. E não vestem fato e gravata.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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