Horror

Infelizmente, além dos templos de Angkor o Camboja é conhecido por outros motivos. Os piores. Um passado e um presente negros, daqueles que ver nas páginas de um livro de História ou in loco faz toda e qualquer a diferença. Refresco a memória.

Entre 1975 e 1979 o Partido Khmer Vermelho, liderado por Pol Pot, submeteu o Camboja a um radical processo de reforma social que tinha como objectivo a criação de uma sociedade comunista puramente agrária. Os moradores das cidades foram deportados para o campo, misturados com a população local e submetidos a trabalhos forçados.

Hoje, em Phnom Phen, a capital, é possível visitar turisticamente uma das principais prisões do genocídio (Tuol Sleng, antiga escola transformada em centro de tortura) e os campos de extermínio que os cambojanos decidiram manter para evitar o esquecimento.

Nos chamados “Killing Fields” (em cima) foram encontradas centenas de valas comuns com ossadas de homens, mulheres e crianças. Há uma árvore com alguns vestígios de ossos e dentes no chão e uma placa a dizer “Killing tree against which executioners beat children”.

Monstruosidades que resultaram na morte de cerca de 2 milhões de cambojanos, um terço da população, em ondas de assassinatos, tortura e fome direccionadas particularmente contra a elite intelectual e educada.

Hoje, o país está ali. Sofredor, pobre, traumatizado.
E os culpados? Pois é.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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