A ficção é para quem não viaja

Eu vou para um lugar e esse lugar se calhar não me vai proporcionar aquilo que eu estava à espera. Geralmente é assim. Há países, como a Índia, dos quais as pessoas têm uma ideia completamente ficcionada. Que é um local paradisíaco, que é tudo muito meditativo. Não. A Índia cheira mal, é super poluída, as pessoas estão sempre a tentar sacar-nos dinheiro. Mas é um sítio fantástico, adoro. Quando se vai com o espírito preparado para aceitar tudo isso – e eu hoje sou mais tolerante mas não politicamente correcto, não condescendente porque alguém é indiano, ou pobre, ou rico – é sempre um estrangeiro mas está a descobrir no real uma riqueza inimaginável. Ficcionar… A ficção é para quem não viaja e tem de viajar com a cabeça. Quem viaja geralmente escreve as experiências que tem, que são sempre muitas. Mais tempo houvesse…

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excerto da excelente entrevista de Joaquim Magalhães de Castro ao Ponto Final. O viajante que já visitou mais de 100 países, escreveu livros, fez documentários, tem feito por recuperar o legado português espalhado pelo mundo e prepara-se para embarcar na próxima aventura que será juntar-se à tripulação do navio-escola Sagres e viajar de Goa até Portugal.

Vale a pena ler o resto.

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About Filipa Queiroz

Jornalista. Nascida em Coimbra, criada em Braga e a viver em Macau.

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